“Celebration Day”: uma emocionante aula de música com o Led Zeppelin

01/12/2012 21:49

Nota9
Lançamento: Novembro / 2012Gênero: RockGravadora: Atlantic / Warner Music
CD1
1 - Good Times Bad Times
2 - Ramble On
3 - Black Dog
4 - In My Time Of Dying
5 - For Your Life
6 - Trampled Under Foot
7 - Nobody’s Fault But Mine
8 - No Quarter
CD2
1 - Since I’ve Been Loving You
2 - Dazed And Confused
3 - Stairway To Heaven
4 - The Song Remains The Same
5 - Misty Mountain Hop
6 - Kashmir
7 - Whole Lotta Love
8 - Rock And Roll

 

 

A banda Led Zeppelin acaba de lançar o disco “Celebration Day”. Disponível nos formatos de CD Duplo, DVD, Blu-Ray e Download Digital, o material marca o registro ao vivo de uma apresentação que aconteceu na O2 Arena, em Londres, no dia 10 de dezembro de 2007. Embora 20 milhões de pessoas tenham se inscrito para concorrer aos ingressos, o primeiro show do Zeppelin em 27 anos foi contemplado somente pelas 18 mil testemunhas que foram agraciadas com a sorte de assegurar seus assentos através de um sorteio mundial.
Em única apresentação, os membros fundadores John Paul Jones (baixo), Jimmy Page (guitarra) e Robert Plant (vocais), se juntaram ao baterista Jason Bonham – filho do batera John Bonham, falecido em 1980 – com a intenção de prestar um tributo ao fundador da gravadora Atlantic Records, Ahmet Ertegun.
Jogando em casa, o quarteto aplica uma goleada ao passear por 16 músicas de seu incontestável repertório, incluindo as inevitáveis “Kashmir” e “Stairway To Heaven”. O primeiro CD é inaugurado com a pra lá de audaciosa pegada roqueira de “Good Times Bad Times”, imenda com a hipnótica “Ramble On” e passa por petardos como “Black Dog” e “Nobodys Fault But Mine”.  O segundo CD, por sua vez, abre com a deliciosa pegada blueseira de “Since I’ve Been Loving You” e trafega por clássicos ‘Zeppelinianos’ como “Rock and Roll”, “The Song Remains The Same” e “Whole Lotta Love”.
É insensato afirmar que o Led apresentado no “Celebration Day” é o mesmo que existiu nos 70. Maior insensatez seria supor que tal semelhança poderia vir a acontecer. O tempo passa da mesma forma para todos, inclusive para os mais nobres deuses do rock. Porém, é incomensurável a dignidade com estes senhores revistam um dos repertórios mais cultuados da música. A cada vez que se ouve uma faixa do disco, se percebe o respeito que estes músicos possuem pela própria trajetória e pelo próprio fã.
O material só peca pela presença da quase instrumental “For Your Life”, que é entendível porque sabemos que Plant, como qualquer outro cantor, precisa descansar um pouco a voz durante um show. Porém, todavia, contudo, analisando friamente, conclui-se que esta faixa poderia ser substituída por canções do nível de “Heartbreaker“, “Communication Breakdown” e “Thank You“. (infelizmente, amigo leitor) É inevitável deixar de pensar que se esta gravação tivesse sido feita em solo brasileiro, alguns dos mais desavisados (não fãs do Zep) – e providos da complexa mania de carnavalizar tudo -, poderiam vir a ansiar por uma versão de “D’yer Mak’er” feita em dueto com a cantora Claudia Leitte. Afinal… Quem não se lembra da versão que a musa do axé cantou desta música durante os seus tempos de Babado Novo?
Por fim e não menos importante: o Led Zeppelin nada mais tem a provar. A contribuição desta banda para a história do rock – e para o jeito de se fazer música –, garante a ela um lugar nobre no panteão dos olimpianos da arte. Na verdade, o Zeppelin com este disco comete um gesto de compaixão e faz um favor aos ouvidos dos apreciadores da música feita com verdade. Aumenta, pois isso aí é rock and roll!
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